segunda-feira, 27 de junho de 2016

Ambiente & Nós | Vamos descobrir as borboletas!

Olá! Aceitaram o desafio de Abril? Espero que sim e que tenham feito boas identificações e fotografias das aves urbanas que encontraram!
Este mês, a rúbrica Ambiente & Nós, traz-vos um novo desafio: desta vez… vamos descobrir as borboletas! Quem não gosta de borboletas? De as tentar apreciar e aos seus voos leves e frescos?
As borboletas são indicadoras da qualidade ambiental. Quando observadas em grande quantidade e variedade, significa que estamos perante uma área de grande riqueza biológica, encontrando-se pouco ou nada poluída. Assim, o estudo das comunidades de borboletas e a sua distribuição geográfica poderá dar-nos uma medida do estado de “saúde” do habitat e ser muito útil na delimitação de áreas naturais que necessitem de medidas de protecção urgentes.
Sem as borboletas, muitas plantas correriam o risco de desaparecer, e consequentemente trariam graves perdas para a fauna, onde muitas espécies alimentam-se de plantas polinizadas pelas borboletas. A sua função polinizadora é de elevada importância, existindo algumas espécies de flores polinizadas exclusivamente por determinadas espécies de borboletas. As nutritivas lagartas e as borboletas adultas constituem, também, uma importante fonte de alimento para muitos animais, desde aves, répteis, anfíbios, pequenos mamíferos, aranhas e até mesmo outros insectos, contribuindo assim para o equilíbrio das cadeias tróficas.

Há 137 espécies de borboletas diurnas e 2500 nocturnas registadas em Portugal!
As borboletas pertencem ao grupo dos insetos. Este grupo caracteriza-se por ter um par de antenas, três pares de patas e o corpo segmentado em três partes: cabeça, tórax e abdómen.
Na cabeça inserem-se os órgãos sensoriais como os olhos, as antenas, os palpos labiais e proboscis (aparelho bucal sugador). O tórax é a zona do corpo onde se inserem as quatro asas e as seis patas. O abdómen é a região do corpo que acolhe importantes órgãos internos.
No que respeita à diferenciação entre macho e fêmea, também nem sempre é possível fazer com clareza a distinção. Normalmente os machos são mais atraentes e apresentam androcónios nas asas, glândulas produtoras de feromonas (substâncias odoríferas) usadas para atrair as fêmeas.
As espécies diurnas possuem asas mais coloridas e em repouso fecham as asas na posição vertical. As borboletas nocturnas em geral apresentam asas mais escuras que pousam numa posição horizontal. Outra característica que permite distinguir estes dois grupos é a forma das antenas. Nas diurnas, as antenas são quase sempre filiformes, e as nocturnas apresentam uma grande diversidade de formas. Outra característica é a inexistência do frenulum (fio que une a asa anterior e a posterior) nas borboletas diurnas.
As borboletas apresentam metamorfose completa. Quer isto dizer que à medida que se vão desenvolvendo vão ocorrendo mudanças na forma e na estrutura do corpo. O ciclo de vida das borboletas ocorre ao longo de quatro fases: ovo, lagarta, crisálida e adulto.
A duração média do ciclo de vida de uma borboleta pode variar consoante a espécie e as condições ambientais da época do ano. Por exemplo, a borboleta-carnaval pode passar mais de um ano na forma de crisálida, emergindo apenas no ano seguinte caso as condições ambientais sejam favoráveis.
As primeiras borboletas apareceram há mais de 200 milhões de anos. As espécies primitivas tinham mandibulas em vez de um tubo flexível, o proboscis, e usavam-nas essencialmente para recolher os grãos de pólen. O aparecimento do aparelho bucal na forma actual permitiu que as borboletas passassem a alimentar-se de fluidos açucarados, como o néctar das plantas ou sumo de frutas maduras.
O grande “boom” da diversidade dos lepidópteros ocorreu no Cretácio, época em que também apareceram as plantas com flor. As borboletas estão intimamente relacionadas com as plantas.
Durante a sua fase larvar, são espécies fitófagas, que se alimentam de uma pequena variedade de plantas ou de uma única espécie! Este vínculo relativamente à sua planta hospedeira faz com que a área de distribuição das borboletas seja em parte condicionada pela própria distribuição das plantas.

Bem, agora que já estão mais esclarecidos sobre estes lepidópteros fantásticos, deixo-vos uma pequena lista de borboletas comuns e fáceis de identificar!
Vamos lá? Aceitam o desafio?
Rita Lança


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