sexta-feira, 23 de setembro de 2016

música para os meus ouvidos

Há muito pouco a acrescentar ao que hoje vos trago para ouvirmos, poesia musical que nos remete à magia dos caminhos que se cruzam e se entrelaçam, por desígnio de Deus ou dos astros, não sabemos, mas há momentos infinitamente especiais e que nos moldam para sempre.
Miguel Araújo | Balada astral (com Inês Viterbo)
Quando Deus pôs o mundo
E o céu a girar
Bem lá no fundo
Sabia que por aquele andar
Eu te havia de encontrar

Minha mãe, no segundo
Em que aceitou dançar
Foi na cantiga
Dos astros a conspirar
Que do seu cósmico vagar

Mandaram o teu pai
Sorrir pra tua mãe
Para que tu
Existisses também

Era um dia bonito
E na altura, eu também
O infinito
Ainda se lembrava bem
Do seu cósmico refém

Eu que pensava
Que ia só comprar pão
Tu que pensavas
Que ias só passear o cão
A salvo da conspiração

Cruzámos caminhos,
Tropeçámos num olhar
E o pão nesse dia
Ficou por comprar

Ensarilharam-se
As trelas dos cães,
Os astros, os signos,
Os desígnios e as constelações
As estrelas, os trilhos
E as tralhas dos dois

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