quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Eu confesso: Não tenho escutado os meus filhos!

Sou uma mãe presente, passo tempo com os meus filhos, cuido deles, brinco, estou a par do que acontece na escola, envolvo-me na educação deles, nas actividades extra curriculares, etc. No entanto sei que tenho falhado num aspecto, não os tenho escutado!


Escutar não é ouvir o que dizem, eu ouço-os, mas ouço enquanto faço mil e uma coisas, enquanto faço o jantar, enquanto arrumo a cozinha, enquanto estendo roupa, respondendo muitas vezes em piloto automático, sem os olhar, sem os sentir e isso sei-o não é escutar! Escutar é parar tudo o que estou a fazer, baixar-me à sua altura, olhá-los nos olhos e aí sim estou totalmente disponível para os escutar. 

*Escutar é uma arte que junta no mesmo exercício atenção, amor, empatia e desprendimento para não fugir ou sentir-se ameaçado.
*Escutar é pois, uma decisão que vem do coração e que deseja descobrir o outro.
*A escuta activa é uma forma de linguagem que aceita o outro.

Promessa de Mãe C, vou escutar-vos mais! Sempre a melhorar, sempre a aprender!
Beijinhos

* in Crianças Felizes - Magda Gomes Dias

4 comentários

  1. Idem idem... aspas aspas...
    (In)felizmente há sempre tanto que fazer...
    Ou porque é trabalho, ou porque são os afazeres da casa, das roupas... ou porque vamos ao ballet, à natação, dar passeios, estar com amigos (deles)... em fim...
    São muitas as opções que cá por casa se fazem... mas também sinto isso, Cláudia! Às vezes não escuto as minhas filhas... Outras no entanto, permito-me escutá-las e não ouço nada...
    Porquê?
    Porque elas não falam quando nós queremos... porque nós, mães e pais, é que temos de ter um termostato infalível que abafe tudo o que temos em mãos e em mente e ouvir o que os nossos filho têm para nos dizer... Mais! Além dessa capacidade, também devíamos ter/dispender/dedicar mais tempo para não fazer rigorosamente mais nada a não ser investir na relação com os nossos filhos!!!
    Contudo, por vezes também dou comigo a pensar... que faço tudo o que posso para agradar e garantir que nada falta às minhas miúdas! E então? Será que elas preferiam ficar em casa a brincar e falar com a mãe do que ir ao ballet, à natação, ao teatro ou a outra experiência qualquer??? Será? Ou, nestas idades será benéfico que vivam e experienciem para que mais tarde as capacidades de expressão e compreensão do real e da vida sejam mais ricas? Fazer o quê em deferimento de quê? Eis a questão...
    Portanto: Nós falhamos quando achamos que o estamos a fazer!!! (Não que os nossos filhos detetem isso...)
    (In)felizmente, como professora vejo e assisto a uma resistência e capacidade de adaptação incrível por parte de "pessoas pequeninus" que nem imaginaria que alguém conseguisse suportar!!! As crianças são incrivelmente fortes e têm uma capacidade brutal de não dramatizar as coisas como os adultos fazem! Para o bem e para o mal!
    E é por isso, que tento viver tranquila com as minhas escolhas e atitudes para com as minhas filhas! Isso quer dizer que tento viver lúcida e consciente das minhas falhas, mas também das minhas mais-valias!
    Afinal, tudo o que faço é a pensar no bem-estar delas, mas também no meu! E considero que assim é que se cresce feliz! Ninguém é perfeito! Nunca conseguiremos estar sempre a controlar todas as situações... Mas fazemos o nosso melhor, com amor, dedicação e amadurecimento!!!
    Sim... porque o curso de ser mãe/ pai não existe e há que ter modéstia e lucidez para aceitar que se cresce todos os dias como pessoa e como mãe/pai!
    O Essencial é manter o foco, sermos orientados e actualizados mas críticos em relação a tudo o que se lê e/ou vê e relativamente ao nosso próprio caminho!
    Beijinhos!!!

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    1. Amiga Rita! É isso mesmo sem tirar nem pôr!
      Obrigada pelo teu testemunho! <3
      Beijinhos

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  2. Sim, é verdade. Também confesso... Mas sempre que posso tento parar tudo e ouvir a 100%, sem fazer ou pensar em mais nada. Muitas vezes peco para esperar um pouquinho para que mais logo já possa dar a devida a atenção. Se tivermos consciência e tentarmos sempre ser um pouco melhores já é muito bom!

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    1. Concordo Isabel, reconhecemos que não estamos a fazer o certo e melhoramos! Quem disse que educar era fácil?!
      Bjs

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