sábado, 4 de fevereiro de 2017

Dia Mundial da Luta Contra o Cancro [e um pouco da minha história]

Dia 4 de Fevereiro é o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, e este dia tem como objetivo desmistificar algumas das ideias pré-concebidas sobre o cancro e informar sobre a doença, com o objectivo de prevenir e salvar vidas. Hoje sou eu que vos testemunha na primeira pessoa um dos maiores sustos da minha vida, quando no Outono de 2015 um médico me diz: pode ser um melanoma...
Numa ida ao cabeleireiro, a Dila, a minha cabeleireira do coração, com o seu jeitinho único e especial chamou-me a atenção para um novo sinal no couro cabeludo, que ela quase podia jurar que não estava lá antes do Verão... Tentei manter a calma, mas saí de lá a tremer e de imediato marquei uma consulta de dermatologia para os dias seguintes. 
O B foi comigo à consulta, os L's ficaram com os avós, e foi um final de dia bem difícil no qual a ansiedade e o nervoso miudinho me dominou por completo. Já na consulta o médico observou e sem fazer grandes alaridos, disse-me que o melhor era retirar o sinal para poder ser analisado e depois consoante o resultado logo veríamos o que fazer.
Eu faço a pergunta: Mas acha que pode ser maligno? À qual o médico responde: sim, pode ser um melanoma... Embora só tenhamos a certeza após o resultado da anatomia patológica.
Pânico total, pensamentos a mil à hora, medo, muito medo... 

Desde a consulta até à remoção do sinal e posterior resultado da anatomia patológica, passaram-se à vontade umas 4 semanas e foram das piores que já vivi! 
Chegou o dia da remoção, que foi efectuada em ambulatório no H. Sta Maria, e  nesse dia fiquei um pouco mais tranquila, pois o médico que fez a cirurgia de ambulatório disse que o sinal não tinha ramificações, nem outros sinais de melanoma e quase podia jurar que ainda não era neoplásico. Mas ainda faltava o resultado final...

Nessas 4 semanas li muita coisa, pesquisei, falei com muitas pessoas, vi muitas alternativas e as palavras: quimioterapia, radioterapia, taxa de remissão, metástases, estádios, recidivas, etc faziam parte do meu léxico mais do que nunca.

E o medo de não estar cá para os ver crescer, para os acompanhar, para os apoiar, o medo dos meus filhos perderem a mãe era avassalador e nem sei como consegui esperar o resultado final sem enlouquecer

Um dia o telemóvel tocou e o meu Dermatologista informou-me que o resultado era negativo, não havia neoplasia, o sinal era inofensivo. Esta era a melhor notícia de todas, correu tudo bem, felizmente! E nesse dia voltei a brindar à vida e às oportunidades que esta nos dá. 
A minha amiga Rita Mexia e autora do Blog Memórias da M, partilhou aqui a sua história e que tal como a minha acabou da melhor forma, mas como ela tão bem diz, vão ao médico, marquem as vossas consultas, façam check-ups, não descurem a vossa saúde. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 40% de todos os cancros podem ser prevenidos e outros podem ser detetados numa fase precoce do seu desenvolvimento, tratados e curados.

Todo o cuidado é pouco! Previnam, respeitem as regras de exposição solar, tenham uma vida saudável, façam consultas e check-ups regulares, cuidem-se, estejam atentos e escutem os sinais do vosso corpo! 
Beijinhos

✩ Instagram @
claudiagoncalvesganhao

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