quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

É fácil matar o Amor




O Amor é a força que nos move, que nos faz ultrapassar obstáculos, lutar até perdermos as forças. O Amor faz-nos sorrir, aquece-nos a alma, preenche-nos os interstícios do ser. O Amor é grandioso e indestrutível, mas o Amor também é frágil e necessita de muitos cuidados e de atenção redobrada para não morrer, pois é fácil matar o Amor...


E estou a falar daquelas mortes lentas e silenciosas que todos os dias consomem mais um pouco do Amor, do Amor grandioso, do Amor que tanto estimamos, do Amor que nos faz querer bem, que nos faz saltar da cama e enfrentar um novo dia. Mas o dia-a-dia, a habituação, a falta de tempo, as preocupações, o ter o outro como garantido, o desgaste de viver, o cansaço, os miúdos, a família, o trabalho, as doenças, a velocidade feroz dos tempos modernos fazem-nos descurar do Amor. E aos poucos este vai morrendo, vai-se tornando num doente terminal e muitas vezes só nos apercebemos desta morte lenta quando os danos são irreparáveis e por vezes irreversíveis.

O Amor vai definhando e perdendo o pulsar de viver quando nos esquecemos de sorrir, de rir, de abraçar, de cumprimentar, de elogiar, de conversar, de partilhar, de beijar, de fazer amor. Quando nos esquecemos de dar as mãos, quando dormimos de costas voltadas, quando não dizemos bom dia, boa noite, quando não dizemos Amo-te, quando não vemos, ouvimos ou sentimos o outro, quando nos arrastamos na correria do dia-a-dia. E também morre quando falamos alto demais, quando usamos palavras feias, quando fingimos estar sozinhos, quando não respeitamos o espaço do outro, quando não perguntamos e assumimos, quando não perdoamos, quando não cedemos, quando não pedimos, quando não abrimos o nosso coração. São tantas as pequenas coisas que podem matar o Amor, coisas não pensadas, actos espontâneos, rotinas instituídas e os dias vão passando e nada de novo fazemos, quando damos por isso passaram anos e quando vamos à procura do nosso Amor que julgamos estar sempre ali, vemos que resta pouco ou às vezes nada, triste, mas real, por isso há que prevenir e não fazer nada que possa prejudicar a sua sensibilidade e a sua saúde.

Cuida do Amor como se fosse um recém-nascido, ensina-lhe o básico para sobreviver e depois dota-o de competências para brilhar, ensina-o a rir, a abraçar, a conversar, a ceder, a expressar os seus afectos, a adaptar-se, a ser resiliente, a ser integro, a respeitar o próximo, a saber mudar de opinião e reforça que ele, o Amor, é força mais poderosa que existe, é a força que gera a vida, é a força que muda e move o mundo, é a força que une os homens, é a força de viver.

Não deixem morrer o vosso Amor, cuidem, alimentem-no, mimem-no! ❤❤❤
Beijinhos

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