quinta-feira, 6 de abril de 2017

Qual a dimensão dos nossos problemas?


Os problemas têm apenas a dimensão que deixamos que tenham, e o problema que estou hoje a viver é agora mais grave do que será amanhã.

Pois a realidade é que somos sempre mais fortes e resilientes do que julgamos ser e o que ontem era um grande problema, hoje e por ter sido ultrapassado, já não o é. O tempo ajuda a relativizar tudo, e a Senhora Vida também nos traz aprendizagens para as quais temos que estar atentos. Há sempre algo mais grave, há sempre algo mais assustador, por isso há que saber relativizar e acima de tudo agradecer o bom que temos, pois mesmo com um grande problema a acontecer, há com certeza coisas muitas boas nas nossas vidas que temos de saber valorizar, aproveitar e agradecer!

Quando me diagnosticaram-me um quisto com 10cm num ovário, entrei na sala de operações sem saber se me iriam tirar o ovário ou não. Achei que se isso acontecesse não iria concretizar o sonho de ser Mãe! Realizei-o por duas vezes, há quem nunca tenha conseguido engravidar...

Há uns anos quando tentava engravidar tive um aborto espontâneo e naquela altura achei que o meu mundo ia acabar! Não acabou, os anos passaram e tive dois filhos lindos, há quem nunca tenha conseguido levar uma gravidez até ao fim...

A minha filha nasceu com uma estenose na válvula pulmonar e aos 2 anos e meio deixei-a numa sala de operações anestesiada para lhe fazerem um cataterismo cardíaco. As quase 2 horas que esperei à porta do Hospital de Sta Cruz foram de uma dor atroz, de uma ansiedade e de um medo indescritível. Graças a Deus correu tudo bem, há quem numa situação semelhante não tenha podido voltar a abraçar o seu filho com vida...

O meu marido também foi uma das muitas pessoas que em tempos de crise que o país atravessou ficou sem emprego. Eu estava grávida, a despesa ia aumentar e o rendimento ficou reduzido a metade, mais uma vez parecia que o mundo ia acabar. Não acabou, adaptamo-nos e nunca nos faltou comida na mesa, um tecto para nos abrigar, as nossas necessidades básicas sempre foram asseguradas e felizmente tudo se resolveu. Hoje é mais feliz do que era antes do despedimento, ele diz que não trabalha mas que realiza diariamente um sonho, há quem não tenha comida para pôr na boca dos filhos, tecto para os abrigar e que se sujeite a qualquer coisa para conseguir o básico...

Não sou mais nem menos que ninguém, sou só um ser humano normal que já viveu um pouco, que já sofreu, que vai continuar a sofrer, mas que no meio do sofrimento, do medo e da dor tenta sempre encontrar motivos para sorrir e algo para agradecer.

Se o teu filho não tem 90% no teste de matemática, relativiza, há quem tenha acabado de ver um filho partir e que daria o seu mundo para que ele estivesse aqui e tivesse nem que fosse 5% no teste de matemática!

Se o teu filho não ficou no pódio na prova de atletismo, relativiza, há quem tenha o seu filho sentado numa cadeira de rodas e que daria o seu mundo para que ele desse uma corrida de 50 metros!

A mensagem é: relativizar, e não deixar que os problemas tomem conta de ti, da tua vida e que te toldem a visão!
Beijinhos 


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3 comentários

  1. Adorei este seu post. Aliás gosto muito do que escreve (identifico-me muito com a sua forma de encarar a vida) e da maneira como escreve. É mesmo isso: relativizar. Temos demasiado a mania de olhar apenas para o nosso umbigo e fazer uma tempestade num copo de água. Há que ver sempre as coisas boas que a vida nos oferece. Positivismo acima de tudo, descomplicar!

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  2. Gostei Cláudia, de facto relativizar é o melhor, a Vida é Bela. Beijinhos

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  3. Esta é uma verdade que nos vai chegando, mas que nem sempre temos presente. É sempre bom relembrar. Bjs

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