segunda-feira, 17 de julho de 2017

Quando a vida se torna numa série de obrigações

Aviso já que estou a precisar de férias, de tempo para mim, de tempo para fazer nada e portanto suponho que estou a ver com as lentes um pouco embaciadas...
Mas há fases em que olhas em volta e a tua vida transformou-se numa série de obrigações e deveres.
Obrigações em casa, obrigações no trabalho, obrigações na tua relação, obrigações com os teus familiares, obrigações com os amigos, obrigações com os filhos, obrigações de contribuinte, obrigações de cidadão, obrigações, obrigações...
E sentes-te simplesmente a sufocar...

Obrigação de acordar a horas, de fazer o almoço para os miúdos levarem para a escola, de fazer o jantar, de planear a ementa semanal, de fazer a lista de compras, de pedir para irem às compras, de pôr a roupa a lavar, de te lembrares das consultas médicas, dos aniversários de toda a família e amigos, de seres o porto de abrigo, de ser o comandante daquele batalhão. 
Obrigação de chegar a horas ao emprego, de deixar os miúdos a horas na escola, de fazeres tudo o que te mandam e ainda de sorriso no rosto, obrigação de seres completamente "workaholic", de pareceres sempre muito ocupado e focado, de te dares com os teus colegas como se fosse os teus melhores amigos. 

Obrigação de pagares as contas, de teres dinheiro para comprar muitas coisas novas, de seguir os trâmites da vida normal: nascer, brincar, estudar, licenciares-te, arranjar um bom emprego, casar, ter filhos, brincar, licenciar os filhos, vê-los arranjar um bom emprego, casar os filhos, ver os netos nascer e morrer...

Obrigação de parecer em vez de ser, obrigação em seres aceite, em te relacionares mesmo quando não te apetece, obrigação de estares sempre fresco e fofo de sorriso nos lábios.

Da tua mente não saem as ditas obrigações, não consegues sossegá-la, não consegues descansar, queres mas não consegues deitar a toalha ao chão e dizer que é demais, que precisas de ar, precisas de aprender a respirar, precisas de te encontrar no meio de tanta obrigação.

Difícil caramba, difícil nesta sociedade de hoje viver sem obrigações... Anseio cada vez mais fazer só o que gosto, só o que me dá prazer. Quero ser feliz, à minha maneira, não precisar de ser aceite, não precisar que compreendam as minhas escolhas. 

Só se vive uma vez e eu não quero viver somente a "chafurdar" no meio de obrigações! 
PS - Agosto ainda estás muito longe? 

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